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domingo, 22 de maio de 2016
Dedução Da Fórmula De Bhaskara:
Dedução Da Fórmula De Bhaskara:
Sempre achei errado esse negócio de jogar a fórmula no quadro e não explicar de onde veio. Então vamos começar por essa simples, em breve prometo colocar mais deduções... Um grande abraço a todos!!!
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terça-feira, 10 de maio de 2016
Curiosidades Sobre 10 Personalidades Da Ciência
Curiosidades Sobre 10 Personalidades Da Ciência
1. Albert Einstein
Albert Einstein era uma criança tímida e reservada. Até os 7 anos, ensaiava baixinho qualquer frase que pretendia dizer em voz alta. Sua paixão pela ciência surgiu quando ganhou uma bússola do pai, aos 6 anos. Ele relatou em um de seus escritos que, ao ver a agulha magnética apontar sempre para a mesma direção, teve certeza de que a natureza guardava milagres a serem desvendados. Depois de sua morte, em 1955, seu cérebro foi estudado por cientistas. Não era maior do que o cérebro humano médio, mas duas estruturas - o giro angular esquerdo e o giro supermarginal - eram particularmente maiores. Essas áreas estão relacionadas à habilidade matemática, cognição visual e criatividade. O cérebro de Einstein também tinha uma alta concentração de células gliais, que protegem os neurônios. O cientista cobrava 1 dólar para cada autógrafo dado, dinheiro que doava para a caridade.
2. Alexander Fleming
O primeiro antibiótico moderno, a penicilina, foi uma descoberta casual do bacteriologista escocês Alexander Fleming, em 1928. Fleming havia servido ao exército como médico nos hospitais militares da Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial. Notando a séria necessidade de um agente bactericida para tratar dos ferimentos infeccionados, depois da guerra retornou ao St. Mary’s Hospital, em Londres, para pesquisar uma solução para o problema. Em 1928, enquanto estudava o Staphylococcus Aureus, bactéria responsável pelos abscessos e outras infecções, Fleming entrou de férias por alguns dias, deixando seus recipientes de vidro com cultura sem supervisão. Ao retornar, notou que a tampa de um dos recipientes havia escorregado e que a cultura tinha sido contaminada com o mofo da atmosfera. Fleming estava a ponto de jogar fora a cultura quando a curiosidade o fez examiná-la. Na área onde o bolor estava crescendo, as células do Staphylococcus haviam morrido. Ele imediatamente percebeu o significado dessa descoberta e verificou que o bolor, uma espécie do fungo Penicillium, estava secretando uma substância que destruía as bactérias. Estava descoberta a penicilina.
3. Bill Gates
Gates começou a estudar economia na Universidade de Harvard em setembro de 1973. Lá, conheceu Steve Ballmer, que viria a ser seu sócio na Microsoft. Ele abandonou o curso em janeiro de 1977, após fundar a Microsoft, em 26 de novembro do ano anterior. A primeira versão do Microsoft Windows foi lançada em 10 de novembro de 1985. O nome foi inspirado no sucesso do sistema de janelas ("windows", em inglês) desenvolvido pela Xerox e lançado no mercado pela concorrente Apple. O Microsoft Office, principal pacote de programas da empresa, foi lançado em 1º de agosto de 1989. Bill Gates se tornou o homem mais rico do mundo, oficialmente, em 17 de julho de 1995. Na época, sua fortuna era estimada em 12 bilhões de dólares. Apenas naquele ano, a Microsoft faturou 6 bilhões. Gates só deixou o posto 13 anos depois, em março de 2008, quando os empresários Warren Buffet e Carlos Slim o ultrapassaram. Na época, Gates tinha 58 bilhões de dólares.
4. Charles Darwin
Charles Darwin tinha apenas 22 anos quando fez a viagem que mudou sua vida. Grande parte de sua Teoria da Evolução foi desenvolvida depois que o cientista embarcou no navio Beagle, numa expedição para cartografar o litoral da América do Sul. Durante a viagem, Darwin colecionou 3.907 espécimes de 1.529 espécies diferentes em frascos de álcool e escreveu 770 páginas em seu diário. Em 1851, Charles Darwin começou a escrever A Origem das Espécies, depois que sua filha mais velha, Annie, morreu aos 10 anos, vítima de escarlatina, fatalidade que abalou sua fé no cristianismo. A primeira tiragem de A Origem das Espécies foi publicada no dia 22 de novembro de 1859. Todos os 1.250 exemplares se esgotaram. Criado em uma família religiosa, Charles Darwin declarou-se agnóstico no fim da vida. Morreu no dia 19 de abril de 1882, e teve o corpo enterrado ao lado de outro importante cientista: Isaac Newton.
5. Galileu Galilei
Galileu, físico italiano, foi o primeiro a utilizar o telescópio astronômico, em 1609. Com o aparelho, descobriu quatro dos satélites de Júpiter, e viu as crateras da Lua. Essas descobertas alarmaram a Igreja. Para os religiosos, as pretensas luas de Júpiter não eram visíveis a olho nu; portanto, não tinham a menor importância para a vida humana; logo, não existiam. Ele convidou os padres a usar o telescópio, mas todos se recusaram. Galileu sustentava que o Sol era o centro do sistema planetário, e não a Terra, teoria desenvolvida mais de meio século antes por Copérnico. Foi condenado pela Igreja por não cumprir a promessa de deixar de ensinar o heliocentrismo. Somente em 1984 o papa João Paulo II reconheceu que Galileu Galilei estava certo.
6. Isaac Newton
O físico é lembrado sempre pela descoberta da Lei da Gravidade. Reza a lenda que, em 1666, quando o jovem cientista Isaac Newton tirava um cochilo embaixo de uma macieira, um dos frutos se soltou do galho e caiu em sua cabeça. Ele se pôs a estudar esse fato aparentemente tão simples e descobriu a gravidade. A maçã havia caído por causa da força que atrai todos os corpos em direção ao centro da Terra. Ele usou essa teoria para explicar como a Lua é mantida em órbita ao redor da Terra. Mostrou também que os corpos celestes são quase esféricos devido à gravidade, que se distribui em todas as direções.
7. Louis Pasteur
O famoso bacteriologista e químico francês, que dá nome ao processo que hoje conhecemos por pasteurização, descobriu uma fórmula prática de manipular ácidos quando tinha apenas 8 anos de idade. Aos 40, inventou o processo de liquidar as bactérias do leite.
8. Sigmund Freud
Entre 1884 e 1887, Freud desenvolveu uma pesquisa sobre as propriedades da cocaína. Para tal, consumia ele mesmo pequenas doses da droga e depois anotava seus efeitos sobre a fome, o sono e o cansaço. Mais tarde, quando foi publicado em algumas revistas médicas que o uso prolongado do entorpecente poderia causar delírio, acabou sendo acusado de propagar uma nova doença. Chegou a receitar uma quantidade significativa do produto a um paciente, que acabou morrendo por overdose. Freud concebeu o termo "psicanálise" em 1896, após passar 5 anos elaborando muitos dos conceitos que hoje são a base de suas teorias. Seu livro "A Interpretação dos Sonhos", apesar de ter sido publicado em 1899, saiu com data de impressão de 1900, porque Freud queria que ele fosse associado ao início de um novo século.
9. Stephen Hawking
Hoje considerada uma personalidade da ciência moderna, Stephen Hawking era um péssimo aluno em sua época de colégio. Quando ele tinha 9 anos, suas notas eram as piores de toda a turma. Apesar disso, seus professores sabiam que estavam diante de um futuro gênio. O garoto sempre se interessou pelo funcionamento das coisas, e passava horas montando e desmontando relógios e rádios. Seu apelido era "pequeno Einstein". Hawking sempre quis estudar matemática, mas seu pai pressionava-o para prestar Medicina. Como o rapaz odiava biologia, os dois chegaram num acordo: ele iria se formar físico.
10. Steve Jobs
Junto com Steve Wozniak e Ronald Wayne, Jobs fundou a empresa de tecnologia Apple em 1º de abril de 1976. Eles conseguiram uma encomenda de 25 computadores. Na época, precisaram vender seus objetos de maior valor — uma Kombi e uma calculadora científica — e montar os computadores dentro de uma garagem. Steve Jobs nunca terminou um curso universitário. Ele abandonou a universidade no segundo ano e viveu em uma comunidade hippie.Gostou??? Curta!!!
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A Maior Explosão Antes Da Era Atômica
A Maior Explosão Antes Da Era Atômica
Na manhã de 6 de dezembro de 1917, um acidente quebrou a rotina da cidade Halifax, um Próspero porto canadense, de onde partiam navios para o front, na primeira Guerra Mundial. Às 8h45, dois cargueiros colidiram. Nada de mais grave, não fosse um trágico detalhe: um deles, o Francês Mont Blanc, carregava mais de 2 500 toneladas de explosivos. Um incêndio irrompeu no convés e, descontrolado, o navio queimou durante vinte minutos. Então, o navio explodiu como uma imensa granada. Fragmentos incandescentes voaram em todas as direções, destruindo 1 630 casas, matando 1 700 pessoas e ferindo 4 000. No Final, o numero de mortos ultrapassou o daqueles que pareceram no famoso terremoto de San Francisco, em 1906. Por ser a maior explosão registrada até então, a tragédia de Halifax foi estudada a fundo pelo físico americano J.R. Oppenheimer, que mais tarde contribuiria com seus conhecimentos para fabricar uma explosão ainda maior: a da primeira bomba Atômica.
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Desvendando O Mistério Último Teorema De Fermat
Desvendando O Mistério Último Teorema De Fermat
Depois que o notável matemático Pitágoras demonstrou, no século VI a.C. , o teorema famoso que leva seu nome, torna-se uma das diversões prediletas dos gregos chegados ao pensamentos matemático procurar trincas de números inteiros que apresentassem uma singular característica: a soma dos quadrados do número maior. Vamos lembrar o enunciado do teorema de Pitágoras: em um triangulo retângulo, a soma dos quadrados do catetos (os dois lados menores que formam o ângulo reto) é igual ao quadrado do da hipotenusa(o lado maior, oposto ao ângulo reto).
Se você imaginou que para diverti-se como os gregos, com sucesso, basta pegar régua e esquadro e sair desenhando triângulos retângulos, enganou-se redondamente (ou seria o caso de dizer quadradamente?). Com a régua, você pode dar aos catetos o tamanho que quiser, em aos catetos o tamanho que quiser, em números inteiros perfeitos. Mas a hipotenusa dependerá sempre da relação entre os tamanhos dos catetos, e raramente terá seu tamanho definido por um numero inteiro. O divertimento devia ser muito bom, pois os gregos perseveraram na sua pratica quase 900 anos pelo menos até o século IV depois de Cristo. Nessa época, outra matemático de renome, Diofante de Alexandria, produziu uma obra, dividida em treze livros, e que deu o nome Arithmetica, sobre propriedades dos números. Um desse livros trazia um bem-elaborado regra para ajudar a encontrar trincas de números inteiros que atendessem à relação do teorema de Pitágoras.
Lá ser foram mais 1 200 anos, ou seja, doze séculos, e as trincas continuavam em cartaz. Numa noite do ano de 1637 estava o jurista e matemático amador francês Pierre de Fermat (1601-1665) em sua casa, quem sabe aquecendo-se ao lado da lareira, saboreando um licor depois do jantar e divertindo-se com uma versão do livro Diofante. Iluminado por súbita inspiração, anotou numa das paginas que lia: “ È impossível dividir um cubo em dois cubos, ou biquadrada em duas biquadradas, ou, em geral, qualquer potencia em duas potencias de igual valor .Descobri um prova verdadeiramente maravilhosa disso, para cujo desenvolvimento, entretanto está margem é muito pequena”. Traduzido esse matematiquês para português comum, fica sabendo que Fermat pensava na possibilidade de encontrar trincas de números inteiros que atendessem a uma relação de teorema de Pitágoras, mesmo quando elevado a expoentes maiores que 2 – e garantia que ela não existe.
Estranhamente o matemático não aproveitou a luz do sol no dia seguinte para fazer, numa folha de papel maior, a demonstração que intuíra na véspera. Mas encontrou espaço para provocar e sua conjectura era verdadeira para a potencia 4. Depois de sua morte, descoberta a anotação no livro de Diofante, tornou-se um desafio para matemáticos do mundo inteiro, profissionais ou amadores, descobrir a prova que o Francês não revelara. O Suíço Leonhard Euler (1707-1783) provocou que ela é verdadeira potencia 3. O alemão Gustav Lejeune Dirichilet (1805-1859) chegou a potencia 5. Modernamente, computadores poderosos estenderam a prova consideravelmente, até o número 4 milhões.
Mas em Matemáticas isso não pode ser considerado “ uma prova verdadeiramente maravilhosa” , pois nenhum deles, nem os supercomputadores, chegaram a enunciado Geral. No começo desde séculos, academias européias ofereceram prêmios para quem apresentasse uma demonstração correta para a conjectura de Fermat. Foram Inundadas de trabalhos, mas nenhuma mereceu ser premiado. Em 1988, o matemático japonês Yoichi Miyaoka apresentou, num seminário na Alemanha, um trabalho que ligava vários ramos de matemática, como a teoria dos números, a álgebra e a geometria e por alguns breves dias enxergou-se na emaranhado de fórmulas nele contidas a solução para a conjecturas de Fermat. Alertado por colegas, entretanto, Miyaoka logo reconheceu que havia enganos em seus cálculos ( SUPERINTERESSANTE ano2 , número8).
O mistério sobreviveu, pelo menos até junho passado, quando o matemático inglês Andrew Wiles, 40 anos, que trabalha na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, apresentou no outro congresso internacional um trabalho intitulado “ Formas Modulares, curvas elípticas e representação de Galois” Um longo enunciado e, embora nada tivesse a ser diretamente com a velha questão, seleta audiência do Instituto Isaac Newton, para as ciências matemáticas, de Cambridge, na Inglaterra, logo percebeu que ele trazia Fermet escondido na manga – Wiles raramente fala dos congressos, mas dessa vez avia solicitado três horas para apresentar seu trabalho.
A confirmação ainda depende de que seus cálculos sejam refeitos, um a um, o que pode demorar meses mais sua reputação de matemático e preciso e cuidadoso indica que desta vez, realmente a barreira deve ter sido vencida. E agora? Agora nada, pois demonstrar a conjectura de Fermat não tem nenhum efeito pratico direito para a humanidade de. Indiretamente, a secular busca dessas fórmula mítica permitiu o desenvolvimento de inúmeras poderosas e sofisticada ferramentas de trabalho que enriqueceram bastante a matemática moderna. Só por isso o diletante Pierre de Fermat merecia ter (como tem) seu nome colocado entre os mais conceituados e festejados matemáticos que já existiram.
Se você imaginou que para diverti-se como os gregos, com sucesso, basta pegar régua e esquadro e sair desenhando triângulos retângulos, enganou-se redondamente (ou seria o caso de dizer quadradamente?). Com a régua, você pode dar aos catetos o tamanho que quiser, em aos catetos o tamanho que quiser, em números inteiros perfeitos. Mas a hipotenusa dependerá sempre da relação entre os tamanhos dos catetos, e raramente terá seu tamanho definido por um numero inteiro. O divertimento devia ser muito bom, pois os gregos perseveraram na sua pratica quase 900 anos pelo menos até o século IV depois de Cristo. Nessa época, outra matemático de renome, Diofante de Alexandria, produziu uma obra, dividida em treze livros, e que deu o nome Arithmetica, sobre propriedades dos números. Um desse livros trazia um bem-elaborado regra para ajudar a encontrar trincas de números inteiros que atendessem à relação do teorema de Pitágoras.
Lá ser foram mais 1 200 anos, ou seja, doze séculos, e as trincas continuavam em cartaz. Numa noite do ano de 1637 estava o jurista e matemático amador francês Pierre de Fermat (1601-1665) em sua casa, quem sabe aquecendo-se ao lado da lareira, saboreando um licor depois do jantar e divertindo-se com uma versão do livro Diofante. Iluminado por súbita inspiração, anotou numa das paginas que lia: “ È impossível dividir um cubo em dois cubos, ou biquadrada em duas biquadradas, ou, em geral, qualquer potencia em duas potencias de igual valor .Descobri um prova verdadeiramente maravilhosa disso, para cujo desenvolvimento, entretanto está margem é muito pequena”. Traduzido esse matematiquês para português comum, fica sabendo que Fermat pensava na possibilidade de encontrar trincas de números inteiros que atendessem a uma relação de teorema de Pitágoras, mesmo quando elevado a expoentes maiores que 2 – e garantia que ela não existe.
Estranhamente o matemático não aproveitou a luz do sol no dia seguinte para fazer, numa folha de papel maior, a demonstração que intuíra na véspera. Mas encontrou espaço para provocar e sua conjectura era verdadeira para a potencia 4. Depois de sua morte, descoberta a anotação no livro de Diofante, tornou-se um desafio para matemáticos do mundo inteiro, profissionais ou amadores, descobrir a prova que o Francês não revelara. O Suíço Leonhard Euler (1707-1783) provocou que ela é verdadeira potencia 3. O alemão Gustav Lejeune Dirichilet (1805-1859) chegou a potencia 5. Modernamente, computadores poderosos estenderam a prova consideravelmente, até o número 4 milhões.
Mas em Matemáticas isso não pode ser considerado “ uma prova verdadeiramente maravilhosa” , pois nenhum deles, nem os supercomputadores, chegaram a enunciado Geral. No começo desde séculos, academias européias ofereceram prêmios para quem apresentasse uma demonstração correta para a conjectura de Fermat. Foram Inundadas de trabalhos, mas nenhuma mereceu ser premiado. Em 1988, o matemático japonês Yoichi Miyaoka apresentou, num seminário na Alemanha, um trabalho que ligava vários ramos de matemática, como a teoria dos números, a álgebra e a geometria e por alguns breves dias enxergou-se na emaranhado de fórmulas nele contidas a solução para a conjecturas de Fermat. Alertado por colegas, entretanto, Miyaoka logo reconheceu que havia enganos em seus cálculos ( SUPERINTERESSANTE ano2 , número8).
O mistério sobreviveu, pelo menos até junho passado, quando o matemático inglês Andrew Wiles, 40 anos, que trabalha na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, apresentou no outro congresso internacional um trabalho intitulado “ Formas Modulares, curvas elípticas e representação de Galois” Um longo enunciado e, embora nada tivesse a ser diretamente com a velha questão, seleta audiência do Instituto Isaac Newton, para as ciências matemáticas, de Cambridge, na Inglaterra, logo percebeu que ele trazia Fermet escondido na manga – Wiles raramente fala dos congressos, mas dessa vez avia solicitado três horas para apresentar seu trabalho.
A confirmação ainda depende de que seus cálculos sejam refeitos, um a um, o que pode demorar meses mais sua reputação de matemático e preciso e cuidadoso indica que desta vez, realmente a barreira deve ter sido vencida. E agora? Agora nada, pois demonstrar a conjectura de Fermat não tem nenhum efeito pratico direito para a humanidade de. Indiretamente, a secular busca dessas fórmula mítica permitiu o desenvolvimento de inúmeras poderosas e sofisticada ferramentas de trabalho que enriqueceram bastante a matemática moderna. Só por isso o diletante Pierre de Fermat merecia ter (como tem) seu nome colocado entre os mais conceituados e festejados matemáticos que já existiram.
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TOP 10 Pessoas Com Q.I. Mais Alto Do Mundo
TOP 10 Pessoas Com Q.I. Mais Alto Do Mundo
Os níveis de inteligência são classificados de acordo com a escala:
Igual ou superior a 130: Super dotação
120 - 129: Inteligência superior
110 - 119: Inteligência acima da média
90 - 109: Inteligência média
80 - 89: Normal fraco
70 - 79: Limite da deficiência
Igual ou inferior a 69 - Deficiente mental
Olhem Os Brutos!!!
10º lugar: Stephen W. Hawking Q.I 160 (Oxford, 8 de janeiro de 1942)
Hawking é um consagrado cientista mesmo sofrendo de uma doença degenerativa chamada esclerose lateral amiotrófica. É um físico teórico e cosmólogo, hoje encontra-se como professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Atualmente, é diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge. Tendo muitos prêmios e consagrações na sua área de atuação. Em 9 de janeiro de 1986, foi nomeado pelo papa João Paulo II membro da Pontifícia Academia das Ciências. Apesar disso, Hawking é ateísta.
9º lugar: Judit Polgar Q.I 170 (Hungria,23 de julho de 1976)
É considerada uma das melhores jogadoras de xadrez de todos os tempos.O pai de Judit criou suas filhas em um sistema de educação que pra ele era possível alcançar grandes realizações se treinadas desde a infância com foco em um objetivo. Judit começou aos 5 anos, se tornou a grande mestra internacional de xadrez aos 15 anos. Em 2004 se afastou das competições para ser mãe, teve algumas derrotas após retornar. Porém isso não apagou seu talento e destreza.
8º lugar: Sir Andrew Wiles Q.I 170 (Britânico,11 de Abril de 1953)
É um matemático famoso por ter demonstrado, com a colaboração de Richard Lawrence Taylor, o Último Teorema de Fermat (UTF), em 1994-1995, considerado o problema mais difícil do mundo. Antes disso já havia realizado importantes trabalhos na teoria dos números, obtendo os primeiros resultados da famosa conjectura de Birch e Swinnerton-Dyer além de importantes contribuições para a "conjectura principal" da Teoria de Iwasawa. Recebeu 15 prêmios de reconhecimento por sua contribuição à matemática e à ciência, além do título de “sir” (Cavaleiros Comandantes da Ordem do Império Britânico).
7º lugar: Rick Rosner Q.I 192 (Novo México,2 de Maio de 1960)
Ele não é bem o típico gênio, não assinou nenhum trabalho importante, nunca conduziu um estudo científico, Rick é roteirista no programa de Jimmy Kimmel, da ABC. Escreve cerca de 60 piadas por dia, Rick antes de ser roteirista já foi garçom, porteiro, modelo nu, stripper ... Na adolescência fez questão de repetir o último ano 4 vezes, só para ver se fazia amigos, atualmente ainda tem esse problema, não por sua inteligência, mas Não tanto por causa do seu nível de inteligência, mas por passar três horas por dia a ver pornografia na Internet, entre outras bizarrices, entre elas é obcecado por exercício físico e toma 70 comprimidos por dia.
6º lugar: Garry Kasparov Q.I 195 (Azerbaijão, 13 de abril de 1963)
Considerado o melhor enxadrista do mundo, também foi escritor e ativista político. Ainda fez parte do Comitê Central de Komsomol e do Partido Comunista da União Soviética entre os anos de 1984 e 1990. Foi vencedor do Campeonato Mundial de Xadrez até o ano 2000, quando foi derrotado pelo enxadrista Vladimir Kramnik. Em 2007, Kasparov acabou sendo preso após participar de um protesto contra o Kremlin. Neste mesmo ano, ficou atrás das grades outra vez por participar de um protesto contra Vladimir Putin.
5º lugar: Christopher Michael Langan QI 195

Ficou conhecido como a pessoa mais inteligente da América ao participar de um programa de tv. Filho de família pobre, foi espancado dos 6 aos 14 anos pelo padrasto. Mesmo assim, sempre mostrou ser um prodígio. Aos 6 meses ele já sabia falar algumas palavras, aos 4 anos aprendeu a ler e isso foi suficiente para ele decolar autodidaticamente. Ele se auto-formou no Ensino médio com matemática avançada, física , filosofia , latim e grego. Langan mais tarde, pode desenvolver sua CTMU" (Cognitive-Theoretic Model of the Universe) “teoria da relação entre mente e realidade” , “modelo cognitivo-teórico do Universo”.
4º lugar: Kim Ung Yong Q.I 210 (Coréia,8 de março de 1962)
Físico e engenheiro civil é reconhecido no Livro de Records do Guinness como a pessoa com um QI mais elevado. Começou a falar aos seis meses de idade, aos três anos além da sua língua, compreendia outros idiomas também, como: japonês, inglês e alemão.O seu curriculum levou-o à NASA (com oito anos) e aos 16 tinha o doutoramento em Física pela Universidade do Colorado (EUA).
3º lugar: Christopher Hirata Q.I 225 (EUA, 1982)

Um dos gênios americanos mais conhecidos, chamou a atenção do mundo ao se consagrar o mais jovem (13 anos) ganhador da medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Física. Aos 14 anos, Hirata entrou para a universidade, no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), e dois anos depois começou a trabalhar com a NASA em um projeto que explora a possibilidade de colonizar Marte, obteve seu doutorado na Universidade de Princeton aos 22 anos.
2º lugar: Marilyn vos Savant Q.I 228(St. Louis (Missouri, 11 de Agosto de 1946)
É escritora e colunista da revista Parade estadunidense, onde responde perguntas de seus leitores sobre matemática e ciência avançada. Já foi citada no Guiness Book pelo seu alto QI. Em 1990 respondendo a uma questão em sua coluna, que foi chama de Problema de Monty Hall (clique no link pra saber mais), a levou a primeira página do New York Time, em debate com vários matemáticos e cientistas, contrário a resposta dela.
1º lugar: Terence Tao Q.I 230 (Austrália, 17 de julho de 1975)
Matemático de origem chinesa, aos dois anos de idade já sabia aritmética básica. Com 9, já assistia aulas de matemática de nível universitário. Foi o mais novo participante de uma Olimpíada Internacional de Matemática, ganhando o ouro aos 13 anos. Aos 20 anos já tinha seu doutorado na Universidade de Princeton. Em fevereiro de 2013 foi considerado, pela consultora na área do ensino Super Scholar, uma das dez mentes mais brilhantes do mundo, tendo lhe sido atribuído um QI de 230 a 250. Bom aqui encerramos a lista, sem deixar de mencionar outras personalidades tidas com Q.I altos, são elas: Sharon Stone (atriz e modelo norte-americana,QI de 157 pontos), Paul Allen (coo fundador da Microsoft, com QI de 170), James Woods ( Ator americano, QI de 180), Philip Emeagwali (engenheiro de computação e geólogo nigeriano, QI de 190)...
Espero que tenham gostado do post, achei esse teste de Q.I na net, quem quiser fazer e testar seu Q.I fique a vontade ....
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sábado, 7 de maio de 2016
Curiosidades & Fatos Engraçados
Curiosidades
Fatos Engraçados, Absolutamente Inúteis, Com Números
O Google E A Matemática
O popular motor de busca da internet tem um nome matemático. Google é uma derivação de googol (em inglês, pronunciam-se de forma semelhante). Um googol é um número com 101 dígitos (o primeiro é 1 e os outros 100 são zeros) cuja designação se deve a Eduard Kasner que no seu livro Mathematics and the Imagination de 1967, introduz o termo que terá sido pronunciado pela primeira vez pelo seu sobrinho de 9 anos, Milton Sirotta em 1938.
A sintaxe de um googol 10000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000,lembra o Goooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooogle escrito após cada pesquisa... Mas há mais... Em 2004 a empresa anunciou que pretendia angariar $2,718,281,828 na sua operação de venda de acções. O anúncio é curioso uma vez que se trata da expansão decimal do número e. No verão desse ano, a empresa voltou ao e... Lançou o desafio de descobrir o descobrir os primeiros 10 dígitos da expansão decimal do número e que formavam um número primo. A resolução deste inigma, possibilitava aceder à página http://www.7427466391.com/ (a solução do desafio). Nessa página era proposto mais um desafio e após a resolução deste último era solicitado o Currículo para ingressar na empresa...
A sintaxe de um googol 10000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000,lembra o Goooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooogle escrito após cada pesquisa... Mas há mais... Em 2004 a empresa anunciou que pretendia angariar $2,718,281,828 na sua operação de venda de acções. O anúncio é curioso uma vez que se trata da expansão decimal do número e. No verão desse ano, a empresa voltou ao e... Lançou o desafio de descobrir o descobrir os primeiros 10 dígitos da expansão decimal do número e que formavam um número primo. A resolução deste inigma, possibilitava aceder à página http://www.7427466391.com/ (a solução do desafio). Nessa página era proposto mais um desafio e após a resolução deste último era solicitado o Currículo para ingressar na empresa...
Os Caractéres Numéricos
Os caractéres numéricos que usamos hoje têm uma origem árabe (provavelmente marroquina) e têm mais de mil anos. Uma explicação engraçada, mas muito pouco provável, é a de que a erosão provocada pelo uso alterou-os ligeiramente, mas a ideia original teria uma explicação curiosa:
O "1" tem um ângulo
O "2" tem dois ângulos
O "3" tem três ângulos
...
O "0" tem zero ângulos!
O "0" tem zero ângulos!
Quatro Vezes Em Toda A Eternidade...
... no dia vinte de Fevereiro de 2002 aconteceu pela terceira vez!
Já tinha contecido no dia dez de Janeiro de 1001 e em onze de Setembro de 1111. Voltará a contecer em 21 de Dezembro de 2112.
Trata-se da observação de uma capicua (simetria) na conjugação da hora com a data:
10.01.1001 - 10.01
10.01.1001 - 10.01
11.11.1111 - 11.11
20.02.2002 - 20.02
21.12.2112 - 21.12
21.12.2112 - 21.12
A próxima data esperada seria em 3003, que não será de considerar, a menos que os dias tenham 30 horas por essa altura...
... e uma vez na vida:
... no dia quatro de Maio de 2006, dois minutos e três segundos depois da uma da madrugada, as horas e data foram: 01.02.03 - 04.05.06
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quarta-feira, 4 de maio de 2016
Artigos & Curiosidades
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segunda-feira, 4 de abril de 2016
O Cientista No Imaginário Popular
O Cientista No Imaginário Popular
No desenho ‘O laboratório de Dexter’, o personagem principal é um menino gênio que tem um imenso laboratório secreto conectado a seu quarto. A figura do cientista é frequentemente associada à genialidade no imaginário popular.
Basta uma busca rápida na internet para perceber o imaginário da sociedade sobre a figura do cientista e a atividade científica. De maneira geral e muito ampla, o cientista é retratado como louco, desleixado, excêntrico e genial. A ciência, por extrapolação, também é apresentada como exótica, difícil, coisa para poucos – aqueles poucos, loucos, desleixados, excêntricos e geniais que se dispõem a trabalhar com temas por demais complexos.
Exploradas pela mídia e muito presentes em nossa sociedade, essas imagens e concepções inadequadas do cientista e da própria ciência têm se transformado gradativamente em mitos. E, como todo mito, passaram a induzir o comportamento e a inibir o questionamento e o livre pensar, inclusive dos professores de ciências.
Essas concepções inadequadas do cientista e da própria ciência têm se transformado gradativamente em mitos e passado a inibir o questionamento e o livre pensar, inclusive dos professores de ciências
Pesquisas em ensino de ciências revelam a presença de entendimentos errôneos da atividade científica em sala de aula. Além disso, alertam para a necessidade de o professor estar atento a tais percepções equivocadas, de modo a conduzir os alunos a pensar sobre o assunto e a desenvolver junto com eles um trabalho específico para a sua superação.
Exemplo dos efeitos negativos dessa distância entre realidade e imaginário popular é o fato, não raro, de encontrar muitos professores, nas séries iniciais do ensino, que apresentam grande dificuldade ou se consideram incapazes para ensinar ciências.
Quais as alegações e justificativas para isso? Justamente a ideia de que falar sobre ciência é difícil, principalmente para quem não tem formação específica na área. Ou, ainda, que para ensinar ciências é preciso dominar conceitos e conteúdos complexos.
Um modo de pensar e agir
É fato que ministrar disciplinas científicas requer que o professor esteja bem informado e que domine os conceitos sobre os quais está trabalhando. Quanto mais, melhor. No entanto, mais importante ainda é que o professor tenha em mente uma concepção correta do que é a ciência e de como ela é produzida.
É essencial, por exemplo, que se aceite como premissa básica que a ciência é, antes de um corpo de conhecimento enciclopédico que a humanidade vem acumulando ao longo dos séculos, o modo de pensar e agir sobre o mundo que gerou esse conjunto de conhecimentos e que, com base nessa proposição, se definam as prioridades em relação ao ensino que se deseja promover.
É preciso se convencer de que, de certa forma, todos podemos fazer ciência. Não necessariamente o faremos da mesma forma, com o mesmo grau de dedicação e especialização. Mas o estudo e a investigação de um determinado tema, seguindo uma dada metodologia – que requer questionamento, formulação de hipóteses, observação, experimentação e interpretação de resultados –, podem ser feitos a princípio por qualquer um de nós. Para ensinar ciências, é preciso reconhecer que essa forma de pensamento ou de construção de conhecimento não é restrita a poucos, nem requer genialidade, excentricidade ou habilidades não convencionais.
Um professor de ciências dará passos muito importantes em direção a se sentir capaz de ensinar e de auxiliar seus alunos a ampliar seu conhecimento se aceitar essa asserção – a visão da ciência como o exercício ou a prática de um conjunto poderoso de habilidades humanas, compartilhadas por todos. Mais significativa ainda será sua contribuição se conseguir compartilhar essa perspectiva com seus alunos; se conseguir desmitificar as ideias preconcebidas que se tem do cientista e da ciência.
É muito raro isso ser considerado um conteúdo importante em sala de aula. Mas é uma abordagem fundamental!
Como fazer?
Uma dica é introduzir o tema para discussão com os alunos, provocando questionamentos e permitindo que eles reflitam sobre a atividade científica, sobre o que motiva o cientista, sobre o que ele faz, de modo que possam reconhecer características ou habilidades humanas nesses personagens que, em princípio, todos possuímos. Assim, os estudantes criarão uma consciência crítica sobre o assunto e saberão afastar as imagens estereotipadas, repetidamente veiculadas pela mídia.
Vale mais a pena apresentá-los como semelhantes, valendo-se disso para estimular os alunos a também pensar e agir no mundo de maneira objetiva e científica
Pense por um instante: quantas vezes você foi apresentado a imagens confiáveis e não estereotipadas de Albert Einstein ou Charles Darwin? Provavelmente, muito poucas. E, no entanto, eles, assim como outros cientistas que produziram esse inestimável conhecimento que admiramos e buscamos incentivar, compartilhavam conosco habilidades cognitivas que, desenvolvidas, os levaram a ser reconhecidos em suas áreas de atuação.
Ou seja, diferentemente de pensá-los como gênios, excêntricos ou tresloucados, do ponto de vista do ensino, vale mais a pena concebê-los e apresentá-los como semelhantes, valendo-se dessas semelhanças para estimular os alunos a também pensar e agir no mundo de maneira objetiva e científica.
A imagem de alguns cientistas quando crianças é um bom começo para auxiliar na revisão desses conceitos. Como nós, eles tiveram infância, problemas, desejos, desafios e alegrias. Não há nada de sobre-humano, loucura, desleixo ou excentricidade em se produzir conhecimento.
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Gênios Loucos: As 10 Histórias Mais Estranhas Sobre Cientistas Famosos
Gênios Loucos: As 10 Histórias Mais Estranhas Sobre Cientistas Famosos
Os cientistas são um grupo notoriamente diferente. Afinal, ser um pouco diferente ajuda a perseguir ideias que outros não acreditam, e isso fez com que muitos tivessem personalidades excêntricas, ou fossem complexos demais para níveis intelectuais mais limitados. E um bom número deles passou a extremos em sua busca por conhecimento, com resultados às vezes terríveis, às vezes hilários. Aqui estão 10 dos mais estranhos fatos sobre cientistas e matemáticos dos mais famosos do mundo:
10. Não aos feijões!
Você pode agradecer ao matemático grego Pitágoras pela contribuição à geometria básica, o teorema de Pitágoras. Mas algumas de suas ideias não resistiram ao teste do tempo. Por exemplo, Pitágoras defendia uma filosofia vegetariana, mas um dos seus princípios era uma proibição completa de tocar ou comer feijão. Diz a lenda que feijões eram parcialmente culpados pela morte de Pitágoras. Depois de ser expulso de sua casa por invasores, ele se deparou com um campo de feijão, onde supostamente decidiu que preferia morrer do que entrar no campo – e assim os invasores cortaram sua garganta. (Os registros históricos não mostram uma razão clara para os ataques).
9. Quando você tem que ir, mas não vai…
O astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, do século 16, foi um nobre conhecido por sua vida e morte excêntricas. Ele perdeu o nariz em um duelo na faculdade e usava uma prótese de metal permanente. Adorava festas: teve sua própria ilha, e convidou amigos para ir a seu castelo e depois partir em aventuras selvagens. Ele fez com que os hóspedes vissem um alce que ele tinha domesticado e um anão chamado Jepp que manteve como um “bobo da corte”, fazendo-o se sentar permanentemente debaixo da mesa, onde Brahe ocasionalmente lhe dava restos de comida. Mas a sua paixão por postura política pode ter sido inadvertidamente a causa de sua morte. Em um banquete em Praga, Brahe insistiu em ficar na mesa quando precisava muito ir ao banheiro, porque deixá-la seria uma violação de regras de etiqueta. Isso foi uma má jogada; Brahe desenvolveu uma infecção renal e sua bexiga estourou 11 dias mais tarde, em 1601.
8. O herói desconhecido
Nikola Tesla foi um dos heróis desconhecidos da ciência. Ele chegou nos EUA vindo da Sérvia em 1884 e rapidamente passou a trabalhar para Thomas Edison, fazendo avanços importantes em rádio, robótica e eletricidade, alguns dos quais Edison tomou o crédito por. Mas Tesla não era obcecado apenas em sua busca científica. Ele provavelmente tinha transtorno obsessivo compulsivo (TOC), recusando-se a tocar em qualquer coisa suja, mesmo que apenas um pouquinho. Também não tocava em cabelos, brincos de pérola ou qualquer coisa redonda. Além disso, ele se tornou obcecado com o número 3. E em cada refeição, ele usava exatamente 18 guardanapos para polir os utensílios até que brilhassem.
7. Professor distraído
Werner Heisenberg pode ser um brilhante físico teórico, mas com a cabeça nas nuvens. Em 1927, o físico alemão desenvolveu as famosas equações de incerteza envolvidas na mecânica quântica, regras que explicam o comportamento em pequenas escalas de minúsculas partículas subatômicas. No entanto, ele quase não conseguiu seu doutorado, porque não sabia quase nada sobre as técnicas experimentais. Quando um professor particularmente cético em sua banca examinadora perguntou-lhe como uma bateria funcionava, ele não tinha nem ideia.
6. Prolífico polímata
O físico Robert Oppenheimer era um polímata (aquele com conhecimento muito amplo em mais de uma área), fluente em oito idiomas e interessado em uma ampla gama de assuntos, incluindo poesia, linguística e filosofia. Como resultado, Oppenheimer às vezes tinha dificuldade para entender as limitações das outras pessoas. Por exemplo, em 1931 ele pediu a seu colega da Universidade da Califórnia em Berkeley, Leo Nedelsky, para preparar uma palestra para ele, observando que seria fácil, porque tudo estava em um livro que Oppenheimer indicou. Mais tarde, o colega voltou confuso porque o livro estava inteiramente em holandês. Eis a resposta de Oppenheimer: “Mas holandês é tão fácil!”.
5. Documentado até a morte
O arquiteto e cientista Buckminster Fuller é mais famoso por criar a cúpula geodésica, visões sci-fi de cidades futuristas e um carro chamado Dymaxion em 1930. Mas Fuller também foi um pouco excêntrico. Ele usava três relógios que mostravam o tempo em vários fusos horários quando voava por todo o mundo, e passou anos a dormir apenas duas horas por noite, atitude que ele apelidou de sono Dymaxion (ele finalmente cedeu porque os seus colegas não podiam fazer o mesmo, ou seja, manter-se sem dormir). Mas o gênio também passou muito tempo narrando sua vida. De 1915 a 1983, quando ele morreu, Fuller manteve um diário detalhado que ele atualizava religiosamente em intervalos de 15 minutos. O registro resultante está em pilhas de 82 metros de altura e está alojado na Universidade de Stanford.
4. Matemático sem-teto
Paul Erdös era um teórico matemático húngaro tão dedicado ao seu trabalho que nunca se casou. Vivia apenas com uma mala. Muitas vezes, aparecia na porta de seus colegas sem aviso prévio, dizendo: “Minha mente está aberta”, e divagava sobre problemáticas numéricas nas quais iria trabalhar a seguir. Em seus últimos anos, ele bebia café e tomava pílulas de cafeína e anfetaminas para ficar acordado, trabalhando de 19 a 20 horas por dia. Erdős usava o termo “partir” para pessoas que tinham morrido, e o termo “morrer” para pessoas que tinham parado de fazer matemática. Seu foco único parece ter valido a pena: o matemático publicou cerca de 1.500 documentos importantes, recebeu vários prêmios e a comunidade de matemáticos que trabalhou com ele criou em sua honra o Número de Erdős.
3. O físico brincalhão
Richard Feynman foi um dos físicos mais prolíficos e famosos do século 20, envolvido no Projeto Manhattan, o esforço americano ultrassecreto para construir uma bomba atômica. Mas o físico também foi um grande brincalhão. Se entediado do Projeto Manhattan, em Los Alamos, Feynman supostamente passava seu tempo livre abrindo fechaduras e cofres para mostrar a facilidade com que os sistemas podiam ser quebrados. No caminho para o desenvolvimento de sua teoria vencedora do Prêmio Nobel em Eletrodinâmica Quântica, ele saiu com showgirls de Las Vegas, tornou-se um especialista na língua maia, aprendeu canto gutural tuvano (Tuva é um Estado da Rússia) e explicou como anéis de borracha levaram a explosão da nave espacial Challenger, em 1986.
2. Móveis pesados
O matemático e engenheiro eletricista britânico Oliver Heaviside desenvolveu técnicas matemáticas complexas para analisar circuitos elétricos e resolver equações diferenciais. Mas o gênio autodidata foi chamado de “esquisito de primeira linha” por um de seus amigos. O engenheiro mobiliou sua casa com blocos de granito gigantes, pintava suas unhas com cor rosa brilhante, passava dias bebendo apenas leite e pode ter sofrido de hipergrafia, uma condição que causa no cérebro um impulso irresistível de escrever.
1. A guerra dos ossos
Durante a grande corrida de dinossauros dos anos 1800 e início de 1900, dois homens usaram uma série de táticas cada vez mais sombrias para superar um ao outro em busca de fósseis. Othniel Charles Marsh, um paleontólogo do Museu Peabody, da Universidade de Yale, e Edward Drinker Cope, que trabalhava na Academia de Ciências Naturais da Filadélfia, Pensilvânia, começaram de forma amigável o suficiente, mas logo tornaram-se inimigos. Em uma viagem de “caça aos fósseis”, Marsh subornou os guardas do sítio arqueológico para desviar qualquer descoberta potencial do caminho do rival. Em outra expedição, Marsh enviou espiões ao longo de uma das viagens de Cope. Corriam rumores de que eles dinamitaram camas um do outro para evitar suas descobertas. Eles passaram anos publicamente humilhando um ao outro em artigos acadêmicos e acusando-se mutuamente de crimes financeiros e inaptidão nos jornais. Ainda assim, os dois pesquisadores fizeram grandes contribuições para o campo da paleontologia: dinossauros emblemáticos como os estegossauros, tricerátopos, diplódocos e apatossauros foram todos descobertos graças aos seus esforços.
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domingo, 3 de abril de 2016
Oito Fatos Sobre Isaac Newton
Oito Fatos Sobre Isaac Newton
Isaac Newton é venerado como um dos maiores cientistas de todos os tempos. Físico, matemático, astrônomo, filósofo, alquimista e teólogo, ele é reconhecido na História por ser o pai da mecânica clássica e descobridor da gravidade.
Mas, em sua época, Newton era também conhecido por outras características, incluindo um comportamento um pouco bizarro e uma personalidade que pode ser considerada peculiar na melhor das hipóteses. Confira estes oito fatos fascinantes sobre Newton:
1 – Newton se sentia um pecador em tempo integral
Na tenra idade de 19 anos, o futuro matemático carregava uma lista de papel com 48 pecados pelos quais ele se sentia culpado. As “gravíssimas” transgressões pecaminosas variavam de impertinência para sua mãe até pensamentos e palavras impuras. Roubar cerejas, fazer tortas na noite de domingo (dia sagrado), “comer maçã no Seu dia” e bater na irmã também estavam entre os pecados considerados por ele, que se mostrava com uma personalidade um tanto infantil.
2 – Ele enfiou uma agulha em sua órbita ocular de propósito
Naquela época, pouco se sabia sobre as propriedades da visão e da luz. Curioso, Newton embarcou em seu próprio estudo detalhado de óptica, agindo como sua própria cobaia e testando o seu olho com uma agulha. Sobre o feito, ele escreveu em seu diário: Eu peguei a agulha e a coloquei entre meus olhos e o osso perto da parte de trás, pressionando o meu olho no final de modo a alcançar a sua curvatura. Então apareceram vários círculos brancos e coloridos...
3 – Ele foi garçom
Como um estudante da Universidade de Cambridge, Newton teve que servir mesas no refeitório. Ele era um estudante de graduação que recebia ajuda financeira em troca de executar tarefas. No caso de Newton, ela era garçom e também cuidava dos quartos de outros alunos.
4 – Ele era um cara solitário
Alguns especulam que Newton sofria de uma doença mental (talvez transtorno bipolar) ou autismo. No entanto, esse fato é difícil de saber com certeza, mas uma coisa que está clara é que Newton era cronicamente solitário. É possível constatar isso com mais destaque pelos fatos de sua infância e velhice.
5 – Ele escapou da Grande Peste
Quando um surto devastador de peste bubônica atingiu Cambridge em 1665, Newton e seus colegas de universidade foram mandados para casa para enfrentar a epidemia. Mas o matemático que nascia dentro de Newton fez bom uso de seu tempo, sendo nessa época que ele inventou o cálculo.
6 – Ele praticou alquimia
Célebre por sua genialidade científica, Newton também se envolveu na alquimia — uma pseudociência —, e ele queria alcançar o objetivo de transformar chumbo e outros metais em ouro.
7 – A maçã não caiu na cabeça dele
“A maioria das pessoas pensa que Newton foi atingido na cabeça com uma maçã. Mas provavelmente não foi isso o que aconteceu", disse o historiador James Gleick ao Huffington Post. Ele afirma que o que talvez tenha acontecido é que Newton percebeu que a mesma força invisível que causou a queda das maçãs no chão também afetou os movimentos da Lua.
8 – Ele morreu virgem
Newton nunca se casou e, embora seja impossível verificar, é amplamente conhecido que ele nunca teve relações sexuais, pois claramente odiava as mulheres.
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A Importância Da Matemática No Nosso Dia A Dia
A Importância Da Matemática No Nosso Dia A Dia
Todos nós já fizemos ou já ouvimos perguntas do tipo: “Porque esse monstro existe?”; “Para que serve a Matemática na minha vida?”; “Porque eu preciso estudar Matemática?”; Qual é a importância da Matemática na minha vida?”São perguntas muito comuns feitas por pessoas que não gostam do assunto ou que nem se deram conta de sua infinita importância em nosso cotidiano. Como vou mostrar, ela aparece cada vez mais no nosso dia a dia, de forma muito intensa e simplesmente posso garantir que não vivemos sem ela. Você quer uma prova? Passe no mínimo uma hora do seu dia sem estar ligado ou relacionado a números. Isso é impossível, pois estamos ligados a eles o tempo todo, desde o momento que acordamos. Temos que acordar com o despertador marcando um “número”, temos que calcular o tempo que levamos até chegar no trabalho, escola, etc. e ai estão mais números! Outro exemplo bem simples de ser enrolado é quando vamos a uma loja ou fazemos uma compra e o vendedor dá um desconto ou um acréscimo na compra. Se não soubermos como calculá-los vamos perdendo dinheiro durante a nossa vida sem nos darmos conta. Faça outro pequeno teste e veja quantas vezes a matemática aparece no seu dia a dia, seja no trabalho, seja em casa, seja na escola, curso ou faculdade, seja num clube ou shopping, num cinema, no computador, no diálogo com seu grupo de amigos. Se ficarmos atentos a tudo que acontece ao nosso redor, iremos ver que a matemática não se trata apenas de uma simples diversão ou de uma simples aula chata na escola, mas sim, de um conteúdo bastante importante que faz parte de nossas vidas e que carregaremos pelo resto da vida! Os melhores profissionais de todas as áreas, inclusive àquelas que não são afins, são exímios Matemáticos. Imagine você que trabalhando com Marketing digital sem saber calcular métricas de vendas, é o caminho mais rápido para o fracasso. Tem pessoas que fazem a faculdade de Direito porque acham que não tem Matemática lá. Doce engano, pois o profissional do Direito utiliza a Matemática quando trabalha com causas que envolvam a realização de cálculos, como por exemplo bens, valores, partilhas e heranças. E se ele for tributarista então vai se ver envolvido com cálculos a vida toda. Não se engane pois em todas as profissões a Matemática está presente. Até uma simples dona de casa usa medidores de massa (kg) em sua cozinha para fazer suas receitas. Ela nem sabe mas está sempre conectada com a Matemática. Chegou o momento em que a humanidade percebeu que não dá pra viver sem os conhecimentos matemáticos, ou seja, a Matemática desempenha um papel de fundamental importância nos âmbitos da sociedade, desde uma simples compra de um produto, até as mais complexas situações cotidianas. Da mesma forma que fórmulas, equações teorias e teoremas que estudamos na escola é Matemática, qualquer pensamento artístico, religioso, social, psicológico, são processos mentais matemáticos que nos acompanham desde que nascemos. Portanto, não se iluda, no universo tudo tem base na Matemática, desde o pensamento as artes, danças Ciências, a natureza e a vida!
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Homenagem: Mestre Carlos Patrício Samanez E Meu Desabafo.
Homenagem: Mestre Carlos Patrício Samanez E Meu Desabafo.
“Um professor universitário foi encontrado morto nesta quarta-feira (17) na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio. Segundo o delegado Fábio Cardoso, titular da DH (Divisão de Homicídios da Capital), o corpo de Carlos Patrício Samanez foi achado em um lago do parque e identificado no IML (Instituto Médico Legal).
Samanez era peruano e dava aula na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e na Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). De acordo com o delegado, a família afirmou que ele tinha o hábito de passear com o cachorro no parque.
A mulher e a filha do professor sentiram falta dele ao voltarem de uma viagem. Elas identificaram o corpo no IML. Segundo a polícia, a liberação do corpo já foi autorizada para que a família realize o enterro no Peru.
Cardoso informou que a especializada pretende buscar testemunhas e câmeras de seguranças da região que ajudem na identificação dos suspeitos. Hipóteses de latrocínio — roubo seguido de morte — e homicídio não são descartadas.”
Pois é meus amigos aqui do site, alunos, professores e demais amantes da matemática e do ensino. Andei sumido. Deprimido mesmo. Mas digo, a função da vida é te colocar de joelhos, a sua, de levantar. Não, você não vai bater na vida. Fique a vontade para tentar. Posso dizer (e meu caso é bem lúcido nesse sentido); até os 19 eu bati na vida. Podia tudo. Era forte e ia mudar o mundo. Peço que leiam com carinho, pois nunca escrevi aqui em 1º pessoa. O texto deve ser longo, mas assim vocês podem saber que existe um ser humano aqui atrás de tanto número, afinal. E um pouco da minha história, em forma de desabafo. Entrei em 1998/2 na UERJ como aluno de Ciências Econômicas. Tinha dois problemas ao meu redor. Um era conseqüência do outro. Eu aprendi, no fatídico dia de 24/06/1997 que não mais bateria no mundo, nem tampouco o mudaria. Falecia meu pai, Sr. Ivo Barbosa, vindo da roça no interior de São Paulo, formado (não sei como) em engenharia mecânica pela USP, 45 anos, bom pai, correto e com muitas semelhanças com quatro das grandes influencias que tive na faculdade. Manuel Sanchez De La Cal, Ubiratan Jorge Iório, Carlos Patrício Samanez e Honório Kume. O segundo problema era esse, não intencional, tive grandes influências, e acabei me aproximando involuntariamente desses grandes professores. Quando não se tem pai, se procura alguém para conversar. Uma referência, sei lá. Mas vou me ater ao querido Samanez.
Era um dia como outro qualquer. As 23:00 mais ou menos, dia 17 passado, abri meu facebook e o blog aonde posto minhas aventuras matemáticas para você leitor. Li estarrecido logo de primeira a postagem do professor Ubiratan, sim, foi exatamente a primeira coisa que li. Caíram lagrimas, tomei remédio, mas nada fez efeito. Lembrei de tudo como um retrocesso, algo meu, muito pessoal. Perdi mais um dos pais que me adotaram tão graciosamente durante e depois da minha graduação. Mas como? Covardemente assassinado. Deixo isso para o final.
Minha primeira aula com ele foi em 1999, análise de investimentos. O livro dele é referencia no Brasil, considerado como o melhor por muitos. Uma curiosidade, ele não falava português perfeito, apesar de já estar no Brasil há um tempo. Mas você entendia perfeitamente. E nos meus 20 anos, querendo ou achando que iria mudar o planeta ainda, me assustei depois de alguns anos (me dedico à matemática desde os 13) com uma equação no quadro. Um infeliz aluno pediu para ele dar uma revisão de logaritmos. Parece grosseiro, mas ele se negou, pediu ao aluno educadamente que fosse para casa e refizesse todo o livro de matemática do segundo grau, pois aquilo prejudicaria aos demais, tendo em vista que era um curso de graduação, e ele não poderia ou deveria dar uma aula de segundo grau em tais circunstancias. Nosso estimado aluno comunista (nos primeiros semestres de economia sempre existem eles, podem acreditar), foi deselegante e nessas palavras o respondeu: “Mas quem disse ao senhor que em economia se usa matemática?” Gente, estou rindo aqui, mas ele respondeu um pouco indignado: “O nome da minha matéria e pelo menos a minha formação acadêmica.” O aluno ainda saiu de sala e foi fazer queixa na secretaria. Uma grosseria? Jamais. Fiquei fascinado com a firmeza com que ele definiu o assunto e mostrou a que veio: Cumprir o determinado. Ninguém manda na sua aula. Ele sabe o que faz. E melhor, uma coisa que vi muito nos anos de faculdade, foi aluno em que o professor passa a mão na cabeça. Isso não ajuda ninguém. Eu nunca aprendi introdução à economia II, a macroeconomia, pois a docente chegava com meia hora de atraso, falava do seu partido político, e saía com meia hora de adiantamento. Fui aprender macro com um mito, alias esquecido nas minhas grandes influências listadas: Professor Salazar Brandão. Porque estou falando? Revolta. Chega de ficar calado. Quem chega atrasado não deve ser esquecido, e quem chega na hora não deve ter recompensas. E o Samanez chegava dez minutos antes, e como eu praticamente morava na faculdade, tinha o prazer de vê-lo chegar antes e começar a preparar seu quadro (entenda, antes da aula, não era sua obrigação.) Muitos dão a matéria pelo meio, difícil um aluno de economia saber gradiente em cálculo, por exemplo. Ele completou o livro, e na outra matéria também, fomos castigados exaustivamente. Ninguém nunca pode afirmar, pelo menos na minha presença, que sua aula ou ele eram carrascos. Ele era correto. E a aula, muito bem explicada e pacientemente, ele tinha o prazer de voltar a matéria quantas vezes fosse necessário. Assim nascia uma amizade, pois a quem acompanha meu trabalho, sabe que sou mais conhecido pelas proezas e aventuras numéricas do que econômicas. Tinha fascínio pela família, não só a dele, perguntava sempre como estavam as coisas em casa. Durante a análise de investimentos, não raro eu o encontrava sentado com seu cigarro e seu jornal e o inseparável café, e claro, ia perguntar alguma coisa. Ele ria, entendo que era chato, mas perante a dedicação, eu sempre mostrava varias questões na minha incansável prancheta, e dizia: Mestre, essas três eu não consegui, me ajuda? Ele sacava sua caneta, e começava: “Daqui tem um pulo para cá, eu não coloquei, quero que vocês descubram, e aqui tem uma fórmula... E agora vai a biblioteca, que você consegue.” La ia eu, e lembro como se fosse hoje uma questão do tipo “Rodrigo tem cinco reais no bolso, resolva o problema da inflação no Brasil, Rs...” e eu entendi a solução, e entendi a tática, ele queria ser um condutor, não um ensinador, um professor, alguém que caminha contigo, e não que te aprova. Nossa, é muito bom lembrar disso. Seguiu-se o curso, e ele sempre foi gentil comigo, nas piores horas, eu por causa do trabalho, no meio do curso retornei ao mundo automotivo, o professor de econometria dava aulas só de manhã e não se sensibilizou com minha causa, eu queria sair da faculdade então. O De La Cal, Samanez e demais mestres não deixaram isso acontecer. Pedi minha demissão e fui à luta com duas bolsas. Lembro do samanez me falar: “Mas depois de tanto tempo, meio de curso, será como se você não tivesse feito nada!!!” E conclui meu curso em 2006. Outro fato que me fez gastar boas risadas com o Manuel Sanchez foi um dia em que um aluno passou a prova do Samanez por baixo da porta para que outro aluno a fizesse. Era segundo período, eu já estava me formando. O mestre Samanez chegou até ele e perguntou onde estava sua prova, o aluno então foi levado à diretoria. O De La Cal me contou isso, estávamos tomando café. E rimos muito, mas a conclusão era óbvia: Ele tinha que ser expulso. E me aparece o Samanez, que começou a rir junto. O De La Cal perguntou o fim da história, ele rindo demais disse que teve uma conversa séria com o aluno na sua sala, e que era garoto novo, ia aprender. Hoje é um ótimo profissional. E foi uma tarde regada a uma excelente conversa, eu ali entre dois homens justos, íntegros, honestos, pais de família e trabalhadores. Incrível dizer isso dadas às circunstâncias, mas estou aqui rindo lembrando da cena. Se sorrir agora parece inconveniente, no dia que meu pai faleceu, fui à praia pela manhã, e estava escrito em um muro: “A maior virtude de um homem é sorrir quando deve chorar.” Enfim, um homem que deixa alegria.
Me formei em 2006, e voltei ao mundo automotivo. Como dou aulas desde os 17 anos, porém já tinha experiência no ramo automotivo, lá fui eu. Mas a UERJ é um bicho que te morde, e sempre estive por lá. E o professor Samanez ainda me atendia, lembro desse encontro com carinho: “Olá, soube que foi contratado pela Citröen...” Eu feliz o cumprimentei, e explanei alguns problemas que a empresa passava. Ele me puxou a sua sala, e sem obrigação nenhuma, me esclareceu muito com suas experiências em grandes empresas. “Rodrigo, vá por este caminho...” E tudo deu certo. Sempre voltei para incansáveis conversas com ele, o De La Cal e o Ubiratan. Outro grande amigo aqui a ser lembrado é o Aléxis Toríbio, grande economista e pessoa. Há dois anos me encontrei pela ultima vez com o mestre Samanez, eu procurava conselhos para um mestrado em economia. Fui muito bem atendido por ele na secretaria, perguntado sobre minha família e eu sobre a dele, e lembramos velhos tempos, claro, com seu café inseparável café. Depois conversei muito com o Ubiratan e o professor Honório me deu umas dicas, ele ainda me disse que meu campo era a exata, que eu fosse para o IMPA. Bom, me despedi do mestre Samanez, nunca pensando que isso aconteceria. Uma perda inestimável, algo que não consigo pensar, não fui ao enterro (ele foi cremado, e suas cinzas devem estar em seu país natal agora.) Que Deus o tenha. Certamente, perdemos não um mestre, um professor, um trabalhador, alguém que me inspirou em muito na ciência exata. Perdemos um exemplo de ser humano, a ser seguido. Com a saída da Citröen em 2008, devido à crise e os cortes salariais de bônus, voltei a me dedicar inteiramente às aulas. No ano passado, montei o 314, e ele curtiu o site e me indicou para muitas aulas, sempre que eu colocava meus posts no facebook da economia, tinha uma curtida la. Mais do que isso, minha mãe voltou a trabalhar, ela cuida de idosos. Eu montei uma pagina para ela também, e qual não foi minha surpresa ao ver que ele curtiu também. Sim, sempre solícito, disposto a ajudar. Saudades, mestre Carlos Patrício Samanez. Deus o tenha, meu amigo, muito obrigado por tudo.
As Críticas
E por fim, acabei dando uma entrevista para uma emissora de televisão, quem quiser aí pode achar. Não quero nenhuma publicidade, mas sim demonstrar uma indignação ao qual estamos acostumados a viver no país inteiro. Minha frase criou certa repercussão sim, “Os assassinos estão livres, nós não estamos!!!” Uma musica da minha infância e adolescência, mas nunca vi ser tão atual. Não vou dizer nada da polícia aqui, eles cumprem seus papéis. Quando somos assaltados, se há um policial perto, fiquem tranqüilos. Eles vão cumprir seu dever. Quando há confronto, são eles lá e nós nas nossas casas. Quem dá entrevista? O policial. E afinal, apareceu uma vitima da sociedade, obviamente com 14 anos, que confessou o crime. Que a policia vai fazer? Mandar para casa? Ele está “apreendido”, e pelo que vejo a polícia se empenha em levar o caso a sério, obviamente desconfiando dessa autoria no mínimo estranha e conveniente. Não, senhores, minha cobrança hoje é outra. Antes de fazer copa das copas e olimpíada no Brasil, preciso ver direitos humanos para humanos. Cadê uma declaração de um político, especialmente de um desses defensores das “VDS” (Vítimas Da Sociedade, podem cunhar, esse termo é meu, usem e abusem...) sobre esse simpático estrangeiro que dedicou trinta anos de sua vida ao meu país? Onde estão? Se todos merecem uma segunda chance, cadê a chance do meu professor? E dos outros 150 assassinatos diretos que ocorrem no país, sem contar latrocínios? Sabe onde eles estão? Torrando o meu e o seu dinheiro na copa das copas, gente, onde está a grana do lucro dessa copa? Nos cortes na educação, na mosquita da zica ou no novíssimo programa de estoque de vento, recentemente criado pela nossa PRESIDENTE? Talvez na Petrobrás. Pode ser la. Ou no décimo terceiro salário dos funcionários públicos do estado do Rio De Janeiro, pagos devidamente a prestação. Alguma declaração? Uma das pessoas da equipe que me entrevistou (muito gentis por sinal, sou muito grato ao tratamento recebido) comentou comigo que ela estava fazendo a terceira entrevista de assassinato aquele dia. Que era comum (adorei isso, é comum, não normal) assassinatos diários aqui. Cadê aqueles caras que votamos, por livre e espontânea vontade? Sim, pode parecer um absurdo aqui, mas ele é uma pessoa especial. Não há nenhum crime contra sua pessoa, suas armas foram o giz, pilot e caneta. Mas quando um marginal é preso, existe uma força tarefa para defendê-lo. Ele não teve chance... Não gente, vamos parar os clichês. Esse tipo de coisa. Fui assaltado três vezes, duas das quais reagi. Não sou idiota, foi no susto mesmo. Nas duas, a polícia chegou. Em uma, em 2008, as vitimas da sociedade que me atacaram morreram. Isso depois de ter tomado uma coronhada e estar caído no chão, graças a DEUS a polícia apareceu. Esses “assassinos asquerosos” em que confio e salvaram minha pele duas vezes, alvejaram duas vitimas da sociedade, que não tiveram chance, mas sabem apontar uma arma para um professor e estão de carro, ou seja, sabem dirigir. Minha tristeza é que o homem que rouba um pedaço de pão, esse perdeu a dignidade. Esse precisa de ajuda. O que rouba a maior empresa estatal de petróleo do mundo teve chance, e aí? Não estou falando de assaltantes de rua, os de gravata valem também. Alguém tem duvida de que as vitimas somos nós, que pagamos altíssimos salários para parlamentares inescrupulosos, que levam ao pé da letra a maximização do lucro, e que pagamos também pensão aos filhos de presidiários? Sim, estamos trancados em casa, e uma das frases que mais me incomoda (justificando o atual governo) é de que “Corrupção sempre existiu no Brasil.” Bananas. Sempre existiu, mas antes roubavam o leite da vaca, hoje mataram o animal, fizeram churrasco e estão partindo para o proprietário de terras. Temos um grupo de Sem Terras, que está é apoiado pelo governo há milhões de anos, e continua sem terra. Mas fiel ao governo. Quantos políticos tem sítios e fazendas, afinal?
Tive o desprazer de ser aluno de um dos grandes ícones de defesa das VDS na minha adolescência. Talvez por isso não tenha aprendido história direito. Me lembro bem de frases suas, lendárias: “No Brasil se tira carteira da OAB para ter passaporte de 171”, ou então “Policial aqui tem passaporte de assassino”. Mas em um fatídico dia, meu pai fez uma viagem a Detroit a trabalho, claro. Me trouxe um relógio de $ 600,00, como presente de formatura. Inocente, fui assaltado por duas VDS, com direito à arma e tudo. Chegando na escola, ele veio me dizer que meu pai era playboy, e que as pessoas que me assaltaram eram as verdadeiras vítimas. Legal. Um filme em câmera lenta me veio à cabeça, meu pai catou algodão na roça, com a revolução em 64 veio trabalhar em SP como Office Boy de uma multinacional, se formou engenheiro mecânico e cresceu engolindo muito sapo até ser diretor regional da empresa aqui no Rio. Sua carteira foi assinada com 15 anos. Bem, minha digna atitude quase me levou a ser expulso da escola.
Fecho o texto me desculpando pela sua extensão, espero que tenham gostado, pensado e refletido muito. Antes do final, porém, deixo aqui uma reflexão, uma pergunta: Leitor, sou influenciado pela escola austríaca de economia, aonde, mal resumindo, o estado deve prover saúde, segurança e educação, e a manutenção dos contratos vigentes. Sou insano? Não. Minha pergunta: Digamos que haja um candidato à presidência honesto nas próximas eleições. Ok, votemos nele. Ele então deve nomear hoje quase quarenta ministros honestos. Se você me der o nome de cinco fichas limpas para ocupar os cargos, te dou uma medalha. Se então achou, vou mais abaixo, 27 governadores totalmente honestos e sem passado suspeito. Quer mais? Umas 5000 prefeituras. Você vê futuro nisso? Sem contar nos cargos indicados, dois foram indicados para desembargador aqui no Rio outro dia. Legalmente. A pena do juiz que foi pego sem habilitação dirigindo bêbado aqui foi se aposentar com salário integral. A funcionaria pagou multa pos “desacato à autoridade”. Se for enumerar, não tem fim.
Caro amigo, se este texto chegou a você, e pretende vir às olimpíadas, repense. Você pode ficar em uma enchente, ser assaltado ou pegar o mais novo astro brasileiro, o vírus zica. Fora mais alguns probleminhas aqui. Seu dinheiro não será usado para ajudar nosso país, mas sim para continuar essa máquina do mal que impera hoje aqui. Seja la quem for em 2018, se chegarmos lá, não resolverá nossos problemas. Grato a todos, segue abaixo a formação acadêmica do meu professor. Hoje não teremos a sessão curtiu. Não há nada a curtir. Abraços a todos.
Carlos Patrício Samanez
Formação:
Graduado em engenharia industrial, mestre em ciências na área de engenharia de produção pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutor em administração -finanças e economia de empresas pela EAESP/ FGV. Trabalhou na indústria têxtil, farmacêutica e de alimentos como engenheiro de produção. Atualmente é professor associado da Faculdade de Economia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro -UERJ, e professor adjunto do Departamento de Engenharia Industrial da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde é coordenador de extensão e coordenador da área de finanças. Leciona nos cursos de graduação em economia da UERJ, e na graduação, mestrado e doutorado acadêmicos em engenharia de produção da PUC-Rio. É professor do curso de mestrado profissional em logística da PUC-Rio. Leciona e lecionou vários cursos de MBA e de extensão na área de engenharia de produção e finanças. É autor de conhecidos livros usados em cursos de graduação e pós-graduação, tais como Leasing Financeiro editado pela Atlas, Matemática Financeira, Gestão de Investimentos e Geração de Valor e Engenharia Econômica editados pela Pearson-Prentice-Hall. Foi o ganhador, em co-autoria, na categoria trabalhos acadêmicos, da 3ª. edição do Prêmio Itaú de Finanças Sustentáveis. Tem experiência em finanças e economia de empresas, atuando principalmente nos seguintes temas: análise econômica de projetos industriais; aplicações da teoria das opções reais na análise econômica de projetos de petróleo, energia e gás; planejamento financeiro e orçamentário; tarifação e avaliação de concessões públicas; mercado de capitais; valoração de títulos e de derivativos financeiros complexos; gestão de investimentos de capital; valuation de empresas; simulação estocástica e análise de risco em finanças; matemática financeira etc. Atua como consultor de empresas na área de gestão financeira e de análise e avaliação de projetos (CENPES-Petrobras etc).
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